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Brian
Weis
26/07/2007
Para
cada um de nós, existe
alguma pessoa especial.
Muitas
vezes, existem duas, três, ou mesmo quatro.
Todas
vêm de gerações diferentes.
Atravessam
oceanos de tempos e profundidades celestiais para estarem
conosco novamente.
Vêm
do outro lado do céu.
Podem
parecer diferentes, mas
nosso coração as reconhece.
Nosso
coração as abrigou em braços em tempos antigos.
Marchamos
juntos nos exércitos de generais guerreiros que a História
esqueceu, e vivemos com elas nas cavernas cobertas de areia dos
Homens Antigos.
Há
entre elas e nós um laço eterno, que nunca nos deixa sós.
A
nossa mente pode interferir. "Eu não te conheço".
Mas
o coração sabe.
Ela
toma a nossa mão pela "primeira" vez, e a lembrança
daquele toque transcende o tempo e faz disparar uma corrente que
percorre todos os átomos do nosso ser.
Ela
olha em nossos olhos e vemos um espírito que nos vem
acompanhando há séculos.
Há
uma estranha sensação em nosso estômago.
Nossa
pele se arrepia.
Tudo
o que existe fora desse momento perde a importância.
Ela
pode não nos reconhecer, muito embora tenhamos finalmente nos
reencontrado, embora o conheçamos.
Sentimos
a ligação.
Vemos
o potencial, o futuro.
Mas
ela não o vê.
Temores,
racionalizações, problemas cobrem-lhe os olhos com
um véu.
Ela
não permite que afastemos o véu.
Choramos
e sofremos, mas ela se vai.
A
"natureza" tem seus caprichos.
Quando
os dois se reconhecem, nenhum vulcão é capaz
de explodir com força
igual.
O
reconhecimento do espírito pode ser imediato.
Uma
súbita sensação de familiaridade, de conhecer aquela pessoa
em níveis mais profundos do que a mente consciente poderia
alcançar.
Em
níveis geralmente reservados aos mais íntimos membros da
família.
Ou
ainda mais profundos.
Sabemos
intuitivamente o que dizer, como ela vai reagir.
Um
sentimento de segurança e uma confiança muito maior do
que se poderia atingir em apenas um dia, uma
semana ou um mês.
O
reconhecimento da alma pode ser sutil e lento.
Um
despertar da consciência à medida em que o véu vai aos poucos
levantando.
Nem
todos estão prontos para ver imediatamente.
Há
um ritmo nisto tudo, e a
paciência pode ser necessária àquele que percebe primeiro.
Um
olhar, um sonho, uma lembrança, uma sensação podem fazer com
que despertemos para a presença do espírito.
O
toque de suas mãos ou o beijo de seus lábios pode nos
despertar e projetar-nos subitamente de volta à vida.
O
toque que nos desperta pode ser de um filho, de um pai, de uma mãe,
de um irmão ou de um amigo leal.
Ou
pode ser da pessoa a quem amamos, que atravessa os séculos para
nos beijar mais uma vez e lembrar-nos de que estamos
juntos sempre, até o fim dos tempos.
Do
livro Só O Amor É Real, de Brian Weiss, autor do livro Muitas
Vidas, Muitos Mestres
Lembre-se, Nada acontece por acaso. |