PEQUENO RECADO DO CORAÇÃO
01
Por: Wagner Borges
Cara amiga consciência,
Após tantos desencontros,
resolvi lhe escrever para pedir um favor.
Em primeiro lugar, gostaria
de dizer que a amo profundamente.
Porém, nossas relações estão
estremecidas, pois ultimamente você tem me causado vários problemas.
Encrustado em seu peito, sofro
os abalos de seu desequilíbrio emocional.
O efeito disso são as
potentes descargas que me fazem bater descompassadamente.
Você se
desequilibra e sou eu quem acaba pagando o pato.
E o pior é que você
nem nota que está me ferindo!
Cada vez que você se apaixona
é uma tragédia.
É o mesmo lengalenga de sempre: muitos sorrisos e
beijos no início, mas depois de algum tempo, muito choro e patadas de
ambos os lados.
E o coitado aqui sempre levando bordoada!
Você já parou para pensar como
eu sou importante?
Provavelmente não.
Em contrapartida, eu, que não
paro um segundo, senão seu corpo morre, penso freqüentemente em você.
Aliás, nem tenho como não pensar, você me arranja problemas a todo
instante!
Mesmo que eu não queira, sou obrigado a prestar atenção
em você.
Conheço seu corpo melhor do que
ninguém.
Desde que nasci, sou obrigado a bombear sangue sem parar
para todas as partes do seu templo de carne.
As células, os pulmões,
os rins, o estômago, o fígado, o cérebro e toda a sua estrutura física
precisam de mim.
Por que você não me trata
melhor?
Sou o mais sacrificado dos seus órgãos.
Nem fazer greve por
melhores condições de trabalho eu posso!
Se eu parar, você
desencarna.
Veja se dá um jeitinho de se
equilibrar mais!
Considere-me como uma jóia bonita na joalharia do
seu corpo.
Ao invés dessa emoção bruta que você me dá
constantemente, dê-me um pouquinho de energia gostosa.
Dê-me um
banho de sentimento luminoso e acaricie-me com ondas de amor.
Se mesmo
me maltratando como você faz, eu continuo lhe amando, imagine se você
me tratar direitinho: sem dúvida, vou lhe amar muito mais!
Em matéria de sentimento, sou
muito mais especializado do que você.
Por isso, para que tenhamos uma
melhor convivência, vou lhe dar algumas dicas de como amar melhor:
1) Substitua a emoção
grossa pelo sentimento sutil.
2) Não se aposse da
criatura amada: ela não lhe pertence.
É uma fagulha de Deus na
Terra.
Pertence a Ele e à vida.
Foi colocada no contexto da sua vida
para enriquecer seu sentimento, e não para ser aprisionada em seu
desequilíbrio emocional.
Ame-a, ensine-a, conduza-a para o bem e, ao
mesmo tempo, seja amado, aprenda e seja conduzido por ela.
3) Seja prudente: não se
dê totalmente, enquanto não conhecer profundamente a outra pessoa.
Saiba primeiro quanto ela vale para você e para sua vida.
4) Não se feche: em relação
ao conselho anterior, eu disse para você ser prudente, e não para
que se feche para os outros.
Ser prudente não é jogar na retranca.
Deixe as pessoas entrarem em você.
Contudo, a prudência lhe
recomenda que você avalie melhor quem está transitando em seu
interior.
5) Ame inteligentemente e
não deixe as emoções iludirem seus sentimentos.
6) Não pise em suas emoções;
trabalhe-as com carinho e transmute-as em sentimento.
7) Não tenha auto-culpa.
Muitas vezes você realiza uma determinada ação, mas depois fica
cheia de auto-culpa pelo que fez, e no final das contas, quem sofre
sou eu.
Por isso, pelo bem de nós dois, não tenha auto-culpa.
Como
solução posso apresentar duas opções:
Faça as coisas com um alto nível,
como adulto e não como um adolescente consciencial;
Se achar que a ação é errada,
NÃO FAÇA! Mesmo que você esteja ardendo de vontade de fazer.
Pondere bem sobre as conseqüências do ato.
Avalie a situação e só
tome a decisão de fazer ou não, se você estiver tranqüila.
Nunca tome uma decisão
pressionada por um fator emocional, seja ele de origem interna ou
externa.
Quanto maior for a sua ânsia, maior será a probabilidade de
tomar a decisão errada.
Resumindo, o que estou querendo lhe dizer é que se você achar que
vai ter auto-culpa por fazer alguma coisa, é melhor não fazer.
Porém,
há mais um detalhe: se você fizer algo, pelo amor de Deus, não
tenha auto-culpa!
Ou faça com bom nível, com a mente livre e
curtindo o que está fazendo, ou é melhor não fazer.
Não sei se você já sabe, mas
várias das auto-culpas que você tem, ou já teve em outras ocasiões,
são provenientes de condicionamentos religiosos e antiquados e de uma
educação familiar, por vezes muito arraigada a valores antigos.
Além
disso, existe também toda a pressão de conduta que a sociedade lhe
impõe.
Ampliando ainda mais esta questão, podemos considerar também
que muitas auto-culpas são oriundas de causas espirituais.
Como
exemplo disso, posso lhe dizer que, atualmente, várias pessoas estão
reprimidas por causa de atos cometidos em vidas anteriores.
Elas não
lembram conscientemente do que fizeram, mas no porão de seus
subconscientes está a cobrança, a lembrança estagnada, o ato mal
resolvido, injetando na consciência a culpa de algo que nem elas
mesmo sabem; solapando-as em suas relações, prendendo-as nos grilhões
de um passado que as impede de serem felizes no presente.
A auto-culpa também pode ser
gerada por obsessão espiritual.
Alguns espíritos obsessores,
principalmente se forem desafetos do passado, procuram inseminar,
através de ondas mentais e formas-pensamento, o vírus da auto-culpa
no subconsciente da vítima.
Essa tática é baseada no princípio de
que uma criatura possuída pela auto-culpa não tem moral para
enfrentar quem a acusa do fato pelo qual ela se julga culpada.
Quanto
mais auto-culpa ela tiver, mais dominada pelo obsessor ela estará.
E
olhe que eles são muito hábeis para explorar isso!
Também tenho observado que os
obsessores costumam assediar os trabalhadores espiritualistas
(projetores astrais, médiuns e pessoas em geral, que prestam algum
tipo de assistência espiritual) projetando ondas mentais que fazem
com que a pessoa comece a se lembrar dos erros que ela comete no seu
dia-a-dia.
Às vezes, esse assédio é tão forte que faz vir à tona a lembrança
de erros cometidos há vários anos.
A pessoa começa a lembrar, sem
motivo, daquela maçã que ela roubou da mercearia do português,
quando tinha oito anos de idade, ou daquele namorada(a) ou esposo(a)
que ela traiu há cinco anos.
A pessoa começa a se sentir culpada e a
achar que não presta, que não está à altura do trabalho espiritual
do qual participa e acaba fraquejando, terminando por abandonar aquela
atividade benéfica ou fazendo-a pessimamente.
Se um dia lhe assediarem dessa
maneira, faça exatamente o oposto, isto é, comece a lembrar das
coisas boas que você também já fez e faz.
Isso lhe tirará da egrégora
negativa dos erros.
Uma outra alternativa é trabalhar os chakras
coronário, frontal e cardíaco, para aumentar a vibração de sua
aura.
Se isso não for possível, dê uma caminhada em um local bem
arborizado e procure sentir o aroma saudável da natureza.
Observe,
com a mente limpa, a expressão da vida pulsando nas árvores, na
grama, nos animais e na terra.
Absorva essa pulsação e fortaleça-se
com ela.
A natureza é a doadora e a
mantenedora de sua vida no plano físico, e não cobra nada por isso.
Se ela não lhe cobra, por que é que você vai se cobrar por causa
dos seus erros?
Por isso, minha cara amiga,
tenha a noção correta de seus objetivos na vida.
Você é um espírito em evolução; ainda está aprendendo, e é
normal escorregar.
É óbvio que você deve se cobrar uma postura mais
sensata, mas não seja um carrasco de si mesma (e, por extensão,
desse pobre amigo que lhe fala).
Tenha um pouco de paciência com
seus defeitos.
Procure dominá-los, mas sem se atormentar.
Não tenha
auto-culpa dos erros cometidos e nem deixe ninguém utilizá-los
contra você.
Toque a bola para a frente e deixe o tempo e a vida lhe
educarem, através da experiência.
Se lá na frente você errar
novamente, procure aprender com o erro.
Se errar mais uma vez, aprenda
com o novo erro, e assim sucessivamente.
Você está em uma experiência
evolutiva e o erro faz parte dela.
Se você não errar, como é que
vai aprender o que é certo?
Com isso, não estou dizendo que você
está liberada para cometer todas as estrepolias que quiser, e não se
sentir mal por causa disso.
Estou apenas lhe alertando quanto às
auto-culpas que lhe são impostas (e isso para o meu próprio bem,
pois se você fizer besteira, quem acaba sofrendo sou eu!).
Você sabe
muito bem o limite das suas atitudes, dentro do contexto evolutivo no
qual está inserida e sabe bem o que lhe faz mal e o que lhe faz bem,
evolutivamente falando.
8) Dê sempre prioridade
para seus objetivos espirituais (sem perder os "pés no chão"),
mesmo que isso lhe faça sofrer e que as pessoas não lhe compreendam.
No final das contas, quem vai levar patadas sou eu mesmo, mas faço o
sacrifício por você.
9) Seja feliz realmente.
Eu lhe agradecerei por isso e ficarei feliz, por nós dois.
Sendo assim, estamos
conversados.
Bola para a frente.
Equilíbrio em todos os momentos.
Estou batendo firme em seu peito e torcendo por nós dois.
Um dia
largaremos o corpo humano e passarei a bater em seu peito espiritual
como coração astral (ou você pensou que eu ficaria por aqui?).
Nesse dia, em vez de bombear
sangue, bombearei sentimento puro e energia para lhe fazer feliz.
Por aqui despeço-me,
desejando-lhe tudo de bom e deixando a certeza de que em seu peito
bate um "menino amoroso", chamado coração.
- Silveira da Cia. do Amor -
(A Turma dos Poetas em Flor)*
(Recebido espiritualmente por
Wagner Borges)
Wagner Borges é pesquisador,
conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia e autor dos
livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros.
" Pequeno Recado
do Coração 2" Clique Aqui!
CLIQUE
AQUI E VISITE O SITE - Email:
info@ippb.org.br