
- O matrimônio ou união estável verdadeiramente só
se realiza com acerto e em virtude de mútua simpatia.
- Assim,
com afinidade e transcendência, será uma união
perfeita e inseparável, um laço forte que prenderá os
casais pela eternidade afora.
- O matrimônio e/ou a União Estável de dois seres
que se amam, realizados com amor sublime, puro e verdadeiro, com base nas
grandes famílias espirituais das quais fazemos parte, será
uma união indissolúvel de dois espíritos em cumprimento
às palavras do Divino Mestre:
Já não são
dois, mas uma só carne; não separe o homem o que Deus uniu.
- Que Deus abençoe todas as uniões realizadas com pureza
dalma, com simpatia plena, sem provocar dores e sofrimentos e, com
profundo respeito aos que continuarão conosco as jornadas ainda
a serem trilhadas.
- Somos, em fim, uma grande família e irmãos em Cristo, filhos
do mesmo Pai, e, portanto, evitemos os ódios e rancores que provocam
as separações traumatizantes, evitemos o desprezo de nossos
filhos e, por fim, evitemos os desgostos dos familiares carnais, para que
não construamos novos débitos na contabilidade divina.
- Todos nós devemos agir com equilíbrio e sabedoria na
constituição de nossas uniões, seja pelo
matrimônio, seja àquelas denominadas estáveis, seja na
manutenção das antigas uniões, seja na
constituição de novas famílias, a partir de famílias
pré-existentes.
- Mas, não esqueçamos jamais que o homem está neste
globo terrestre para
crescer e se desenvolver espiritualmente, para ser feliz,
e neste contexto, a família, pelo matrimônio e/ou união
estável é o pilar, o sustentáculo para evolução
da humanidade.
Assuntos
do Coração
Todos nos destinamos ao Amor Eterno e, no entanto, para alcançar o
objetivo supremo, cada qual de nós possui um caminho próprio.
Para a maioria das criaturas, o encontro do Amor ideal assemelha-se, de algum
modo, à procura do ouro nas minas ou de diamante nas catas.
É indispensável peneirar o cascalho ou mergulhar as mãos
no barro do mundo, a fim de encontrá-lo.
Sempre que amamos profundamente a alguém, transformamos esse
alguém no espelho de nossos próprios sonhos...
Passamos a ver-nos na pessoa que se nos transforma em objeto da
afeição.
Se essa criatura efetivamente nos
reflete
a
alma, o carinho mútuo cresce cada
vez mais, assegurando-nos o clima de encorajamento e alegria para a viagem
nem sempre fácil da evolução.
Nessa hipótese, teremos obtido o apoio seguro para a subida do
acrisolamento moral...
Em caso contrário, a pessoa a que particularmente nos devotamos acaba
devolvendo-nos os próprios reflexos, à maneira de um banco
que restituísse ou estragasse os investimentos por desistência
ou incapacidade de zelar por nossos interesses.
Então, surgem para nós aquelas posições espirituais
que nomeamos por mágoa, desencanto, indiferença,
desilusão...

Caminhamos na existência pelas vias da afinidade, de afeição
em afeição, até achar aquela afeição
inesquecível que se nos levante na vida por chama de amor eterno?
Sim, mas entendendo-se o conceito de afeição, sem a estreiteza
do sexo, uma vez que a ligação esponsalícia, embora
sublime, é apenas uma das manifestações do amor em
si...
Em amor a afinidade
é o que
conta.
Uma união conjugal atinge sua
finalidade quando um não precisa mais do outro. Só
neste caso é que se cumpre de fato a promessa do "AMOR
ETERNO".
Amar é um ato consciente que implica em abrirmos os limites de nossa
própria consciência para que possamos nos unir àquilo que amamos.
Isso só ocorre quando aceitamos na alma tudo que o parceiro representa
- ou, em outras palavras -, quando acolhemos todas as projeções e nos
unimos a elas.
Dessa forma, a pessoa, como tela de projeção, fica vazia - vazia de
atrações e repulsa - e o amor então torna-se eterno, isto é
independente do tempo, visto que foi concretizado na própria alma.
Esse tipo de reflexão sempre inspira medo às pessoas cujas projeções
estão tremendamente condicionadas pelo mundo material.
Elas associam o amor às formas aparentes,
em vez de associá-los ao
conteúdo
da consciência.
Com essa abordagem, a impermanência das coisas terrenas se transforma
numa ameaça; é quando passam a ter esperanças de encontrar seus
"entes queridos" outra vez no além.
Ao fazer isto, deixam de ver que o "além" sempre está
presente.
O além é o âmbito transcendental das formas materiais.
Na verdade, precisamos de fato transmutar tudo o que é visível na
consciência, e avançarmos para além das formas.
Todos os fenômenos visíveis não passam de uma metáfora.
Por que as coisas teriam de ser diferentes no que se refere aos seres
humanos?
O objetivo da nossa vida é tornar supérfluo
o mundo visível,
e isto
também vale para o nosso parceiro.
Os problemas surgem quando ambas as partes "usam" o
relacionamento de modos diferentes, na medida em que um elabora e
reabsorve suas projeções e o outro fica completamente estagnado nelas.
Então chegará o ponto em que um se torna independente do outro,
enquanto o coração deste outro se "quebra" de dor.
Se, porém, ambas as partes ficarem estagnadas na projeção, temos
o caso em que o amor dura até a morte, e depois há o grande luto
porque falta a outra metade.
Feliz daquele que compreende que a única coisa que não podem lhe
tirar é aquilo que ele efetivou em si mesmo.
O objetivo do amor é ser uno, caso contrário perde a sua razão de
ser.
Enquanto ele ainda estiver voltado para os "objetos
exteriores", não atingirá sua meta.
Lembre-se, Nada
acontece por acaso.

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